25.11.10

"O que é a música? É a Arte mestre das artes: ela contém todos os princípios que fundam a prática; ela assenta o primeiro grau de certeza; ela se desdobra harmoniosamente, de uma maneira admirável, na natureza de todas as coisas; ela é um encantamento para o espírito e uma doçura para os ouvidos; ela alegra os tristes e satisfaz os ávidos; ela confunde os invejosos e reconforta os aflitos; ela faz cochilar os acordados e acordar os adormecidos; ela nutre o amor e exalta a riqueza; ela tem por objetivo final instituir a louvação de Deus."

(Jean de Murs, 1295-1348/49, Compedium Musicae Practicae)

"Desde a antiga China conta-se uma história que narra a fuga do cavalo de um camponês. Ao ser consolado pelos vizinhos pelo infortúnio, ele simplesmente responde, 'Talvez'. No dia seguinte, o cavalo volta com mais seis cavalos selvagens. Mais uma vez, os vizinhos batem à sua porta, dessa vez para manifestar a surpresa e a alegria pela sua sorte. De novo, ele responde, 'Talvez'. Mais um dia se passa e seu filho quebra a perna ao tentar montar um dos cavalos selvagens. Os vizinhos voltam para prestar sua solidariedade. No entanto, como das vezes anteriores, ele simplesmente responde, 'Talvez'. No dia seguinte, oficiais militares vão à fazenda para convocar o jovem para o serviço militar. O jovem é liberado por causa da perna quebrada. Exultantes, os vizinhos se reúnem para parabenizá-lo pelo desfecho positivo da história, e, mais uma vez, o camponês diz, 'Talvez'.


O camponês, um clássico taoísta, sentia a vida como parte de um processo de crescimento muito maior, que tinha sua própria forma circular e permitia a interação das forças opostas. O ritmo do tempo era o veículo desse desenrolar; portanto, o indivíduo sabia que não existia algo como uma atividade final e, por isso, só lhe restava suspender julgamentos e deixar o Tao fluir espontaneamente.


Diferente das abordagens ocidentais, a perspectiva taoísta chinesa enxerga a influência circular em tudo, a Unidade fluindo através de tudo. É algo totalmente diferente da noção newtoniana, onde o universo foi gerado graças a um ato original da criação e tem a permissão de continuar por suas próprias engrenagens, independente do Criador. Conseqüentemente, isso faz da realidade uma seqüência de acontecimentos mecânicos, trabalhando em uma estrutura infinitamente complexa de seqüências causais separada, aginda e interagindo através da história. Nós, do Ocidente, ainda somos impulsionados por essa visão mecanicista antiquada, sofremos de uma visão crônica limitada que nos condiciona a procurar causa e efeito em todos os aspectos da nossa vida e do trabalho. Isso contribui para uma expressão artística irreal e para noções separatistas do nosso lugar de realidade. Portanto, não conseguimos enxergar os padrões de interação como inerentes ao modelo único das conexões taoístas.


O que chamamos de taoísmo reflete esse modelo único, pelo fato de ter tantas formas infinitas, tantas facetas, uma atividade tão singular e dinâmica, uma base filosófica tão profunda, um passado alquimista e mágico tão fantástico e bizarro, que virtualmente ninguém tem autoridade para defini-lo. Ele incorpora a sabedoria e as descobertas de milênios, desde as práticas curandeiras e místicas do legendário Imperador Amarelo do terceiro milênio a.C. à filosofia documentada há quase dois mil e quinhentos anos nas obras dos mestres Lao Tse e Chuang Tse, até às descobertas dos iogues absorvidos nas artes do rejuvenescimento, no prolongamento da vida e no alcance de um dos vários tipos de imortalidade. Para os místicos, a procura pela união com o Tao Sublime significava o cultivo de práticas originadas nos estudos de ioga e da filosofia, assim como na preparação do corpo e da mente para a coerência e a co-criatividade com a Natureza e com a Unidade. Vários taoístas envolvem-se com esse modelo integral de ensinamentos e práticas."


(Dra. Jean Houston, Prefácio de 'O TAO DA VOZ', de Stephen Chun-Tao Cheng)

23.11.10

Amanheceu,
fiz a minha barba,
botei minha farda
e fui viajar


Eu e um PM pegando carona pro norte do PR, =D

8.11.10

Madruguei

revendo o passado,

gosto de ver a processual evolução,
gosto sim.

1.4.10

O OLHO DE SHIVA

Ontem tive meio um sonho
Era tão bonito e triste
Não significava nada
Só era tudo que existe

Sei lá, eu sentia uma energia
Corria dentro de mim, eu sentia assim
Que quem me dava era a Lua que nascia

Era uma bola amarela, saía de dentro do mar
Colei meus dedos em meus dedos como quem vai rezar
Senti um peso imenso, pesava no meu umbigo
Pesou, pesou e começou a espalhar

Era uma loucura
Eu me contorcia
Eu não cabia em mim

Olhei pra minha Eva
E agora eu me entendia
Eu era o bicho que anda assim
De pé

Dez mil anos de história
Todos, todos de guerra
A gente vive escravizando os irmãos

A espanha na américa
A coréia e o japão
Mesmo maias ou astecas
E o brasil com o sertão

A china e o tibet
O Homem e a Mulher
Diamante, prata, bronze, ouro
O homem branco e o crioulo

O meu lixo é pro mar, eu gosto é de fumar
Eu sou escravo agora do meu querer
A minha casa é quadrada e toda, toda murada
Eu me tranco pra assistir TV

É uma loucura
A vida em que eu vivo
Meu trabalho nunca chega ao fim
Às seis

Vou ao supermercado
A carne, a fila do açougue
Eu compro, eu mato, eu voto, tudo é dim-dim

Eu quero ver quem é que vai matar um bicho
Um bicho vai matar um bicho
Eu quero ver é com a mão

Eu entendi o mito
Sou o vaso de Deus
Eu me chamo Adão

Rompi com todos ritos
Não tenho religião
Fui condenado eternamente à Razão

Eu me vi no rio
Olhei para o meu lado e falei assim:
Amiga, quem sou eu?
Quem é você? Pra onde vai?
O que vai ser de mim?

21.10.09

Há sempre uma encruzilhada

Quando direi havia?

1.7.09

CORDÃO UMBILICAL

(Paulo Garrido)
Sintonizem suas antenas para o espaço sideral
Já é hora de reatar o laço do verdadeiro cordão umbilical
Não resta tempo pra desfazer o mal
Mas o que é tempo afinal? Ciclo vicioso imortal

Assim sintonizados saberão
Que passamos por um cinturão
Que segura as calças do mundo
Segundo por segundo da eterna transação

Veja as coisas que seus olhos não podiam ver
Saiba tudo o que vai acontecer
Só sabendo sem saber
Tristeza, meu amigo, é viver por viver


Músicos:
Paulo Garrido: voz, guitarras e vocais
César L. Miguel: baixos elétricos, violão de 12 cordas e backing vocals
Barsa Ribeiro: bateria, backing vocals, percussões, palmas e panela com água

Gravação/mixagem: Pedro Iritsu

SPLEEN (Um Belo Dia Para Um Suicídio)

(Paulo Garrido)
Ouça em myspace.com/trescentavos

Eu imagino o gosto do seu batom
Sem mesmo ter beijado a sua boca
Finjo não tremer ao som
Dessa sua voz tão rouca

Eu tentei não olhar quando você foi embora
Mas também não tentei enxugar
As lágrimas
do meu coração que chora

Quando eu paro eu penso

Que belo dia para um suicídio

A gente poderia ouvir Coltrane
Ou mesmo contar histórias
Ouvir você me dizendo, Baby, you're insane
Quando eu troco as bolas

Mas o som nunca chegou a acontecer
E nosso amor morreu
Antes mesmo de nascer

Quando eu paro eu paro, eu penso
Que belo dia para um suicídio


Músicos:
Paulo Garrido: voz e guitarra
César L. Miguel: baixo elétrico
Barsa Ribeiro: bateria

Gravação/mixagem: Pedro Iritsu

Vídeos novos do Três Centavos


"Yer Blues"
(John Lennon/Paul McCartney) - The Beatles
Ao vivo no aniversário de Coy Morais (Maringá-PR)


"Highway Chile"
(Jimi Hendrix) - The Jimi Hendrix Experience
Ensaio na casa do Barsa (Mgá.-PR)


"Heaven and Hell" (John Entwistle) - The Who
Ensaio na casa do Barsa (Mgá.-PR)


"Manic Depression" (Jimi Hendrix) - The Jimi Hendrix Experience
Ensaio na casa do Paulo (Campo Mourão-PR)

"Highway Star" (Ritchie Blackmore/Ian Gillan/Roger Glover/Jon Lord/Ian Paice)
Deep Purple
Ensaio na casa do Paulo (C. M.-PR)

"Paranoid" (Ozzy Osbourne/Tony Iommi/Geezer Butler/Bill Ward) - Black Sabbath
Ao vivo no Chaplin Snooker Bar (C. M.-PR)

EU GOSTO É DE VOCÊ


Há quem goste de cachaça
E há quem goste de polenta
Eu não gosto de nenhum
Eu gosto é de você

Há quem goste muito, muito da Nico
E há quem queira conhecer Rita Lee
Eu não quero nada, nada disso
Eu só quero estar com você

Quem me dera se eu pudesse
Ah, quem dera ser um peixe
Quem me dera se eu pudesse escolher
Aonde viver e o que eu faria se tivesse você

E tem os que querem morar em Londres
E tem também quem queira morar em Paris
O que eu quero é muito pouco pr'um homem
Eu só quero estar aí


Músicos:
César L. Miguel: voz e baixo elétrico
Paulo Garrido: guitarras e backing vocals
Barsa Ribeiro: bateria

Gravação: Ricardo Singer (Vinil Estúdio)
Mixagem: César L. Miguel

30.3.09

No tubo

Conversando baixinho o casal com roupas esquisitas, todos os observam, pensam. Ele ri escondendo-se sob os cabelos dela, ela pergunta, ele só ri.
Vontade de dar um berro, só pra ver o susto, pensa.

26.3.09

Imagino

(Arnaldo Baptista)

Imagino a minha morte

E a minha continuação
Livre sem meu corpo
Só amando por aí
Energia pura e simples
Para além da imaginação
Ser o vento sem sentir
Numa enorme transação
Quente ou frio vou sentir
Leis da física mudando
Quais serão os postulados,
As barreiras da evolução?
Eu só sei que vou sentir
Sem orelhas ou nariz
Ser amado sem ter sexo
Ser feliz como ninguém
E a procura continua
Numa enorme evolução

5.2.09

Ah, meu, na Inglaterra a galera é muito de cheirar
E cheirar é uma coisa que eu não engulo
Cê cheira, né?

20.1.09

13.12.08

10.12.08

O sol

Faz nada, só é
Gira em volta dos que quer, os maiores
Mas alguns planetas insistem

Sua gravidade parece ser a mais forte pra eles

9.12.08

Penso
Logo, sou proibido

Fala

(João Ricardo e Luli)

Eu não sei dizer
Nada por dizer
Então eu escuto

Se você disser
Tudo o que quiser
Então eu escuto

Fala
Fala

Se eu não entender
Não vou responder
Então eu escuto

Eu só vou falar
Na hora de falar
Então eu escuto

2.12.08

E de repente a vida é bela

Procurava e encontrei
Agradeço